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02 de maio, 2007 - 00h07 GMT (21h07 Brasília)

Bush veta projeto de lei que prevê retirada no Iraque

O presidente americano, George W. Bush, vetou nesta terça-feira um projeto de lei do Congresso que relacionava os fundos para a guerra no Iraque com um cronograma de retirada das tropas do país.

O projeto aprovado pelo Congresso concorda em liberar US$ 100 bilhões com a condição de que as tropas americanas comecem a ser retiradas do Iraque.

Desde que chegou ao cargo, é a segunda vez que Bush usa o veto presidencial.

Em discurso na Flórida, onde visitou a sede do Comando Central dos Estados Unidos, Bush alertou que retirar tropas muito cedo poderia transformar o Iraque em um "caldeirão de caos".

"O sucesso no Iraque é crítico para a segurança das pessoas livres em todo lugar."

'Cinismo'

O projeto havia sido assinado pelos líderes do Congresso americano nesta terça-feira. Ao assinar o projeto, o líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, pediu que Bush "ouça o povo americano".

"Esta legislação respeita os desejos do povo americano de encerrar a guerra", disse a presidente da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi.

O Senado aprovou na semana passada, com 51 votos a 46, a legislação que estabelece 1º de outubro como data para começo da retirada das tropas e 31 de março de 2008 como prazo final.

Bush deve encontrar-se com líderes parlamentares na quarta-feira para chegar a um acordo sobre os fundos destinados a tropas americanas no Iraque e no Afeganistão.

Uma legislação revisada precisa ser acertada com a Câmara e com o Senado antes de voltar para análise do presidente.

O líder da minoria na Câmara, John Boehner, disse que os republicanos vão se opor a "qualquer projeto que inclua provisões que prejudiquem nossas tropas e sua missão".

A porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, acusou os democratas de "cinicamente atrasar" a assinatura do projeto de lei para esta terça-feira, para coincidir com o aniversário de quatro anos do discurso de Bush que anunciou a "missão cumprida" no Iraque.

"É muito perturbador pensar que eles possivelmente seguraram este dinheiro para as tropas e suas famílias e os recursos que eles precisam para tentar uma bravata de relações públicas neste dia", disse Perino.

O principal comandante militar americano no Iraque, o general David Petraeus, disse que reduzir o número de soldados no país pode provocar uma escalada de violência.