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28 de abril, 2007 - 02h49 GMT (23h49 Brasília)

Remoção de estátua causa mais violência na Estônia

Policiais usaram gás lacrimogêneo, balas de borracha e canhões d'água nesta sexta-feira contra manifestantes que protestavam contra a retirada de uma estátua soviética na capital da Estônia, Tallinn.

Foi a segunda noite de violência entre a polícia e jovens manifestantes, a maioria de etnia russa. No começo da sexta-feira, uma pessoa havia morrido.

A Estônia afirma que o memorial retirado simbolizava a ocupação soviética. Para os manifestantes, ele celebrava os heróis do país que lutaram contra os nazistas.

O monumento, construído em 1947, foi retirado na sexta-feira e levado a um local secreto.

Reação russa

De acordo com a imprensa local, um grupo de cerca de mil pessoas se juntou no local onde ficava o monumento.

A polícia interrompeu os ônibus que chegavam a Tallinn, para impedir que mais manifestantes se juntassem ao protesto.

Mas a medida não conteve a violência, que explodiu na Praça da Liberdade. Um porta-voz da polícia disse à agência Associated Press que 200 pessoas haviam sido presas.

A decisão de retirar o monumento também abalou as relações da Estônia com a Rússia, que disse que a decisão era uma "blasfêmia".

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse que seu país "tomaria medidas sérias". A casa superior do Parlamento russo pediu o rompimento das relações do país com a Estônia.

Mais de um quarto dos 1,3 milhões de habitantes da Estônia são russos étnicos, e falam o idioma russo.

O presidente da Estônia, Toomas Ilves, defendeu a ação da polícia para dispersar os manifestantes.