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25 de abril, 2007 - 08h05 GMT (05h05 Brasília)

Deputados equatorianos pedem proteção na Colômbia

Pelo menos quatro deputados equatorianos viajaram à Colômbia em busca de proteção depois que a Promotoria do Equador pediu a sua prisão por sedição.

Segundo a deputada Gloria Gallardo, outros legisladores devem fazer o mesmo nas próximas horas.

Na terça-feira, uma promotora equatoriana pediu a um tribunal de Quito uma ordem de prisão contra 24 deputados, acusados de revolta contra o governo.

Esses 24 deputados fazem parte do grupo de 57 legisladores que foram destituídos do Congresso, em março, pelo Tribunal Supremo Eleitoral (TSE). Na segunda-feira, o Tribunal Constitucional (TC) do Equador decidiu restituir 50 desses legisladores.

A decisão agravou a crise entre os poderes no Equador.

Um dia depois da decisão do tribunal, o Congresso do Equador aprovou nesta terça-feira a destituição dos nove integrantes do TC que haviam votado a favor da restituição dos deputados.

O choque entre poderes levantou novas dúvidas sobre o funcionamento institucional do Equador, no momento em que o presidente Rafael Correa completa 100 dias de mandato.

A votação de terça-feira no Congresso foi realizada sem a presença dos parlamentares restituídos, impedidos de entrar no prédio por policiais a mando do presidente Correa.

Do lado de fora, a polícia teve de usar gás lacrimogêneo para conter os manifestantes pró-governo, que protestavam contra os deputados restituídos.

Assembléia Constituinte

Os deputados haviam sido destituídos por se posicionarem contra um referendo para a formação de uma Assembléia Constituinte com o objetivo de reescrever a Constituição.

O referendo acabou sendo realizado no último dia 15, e o "sim" venceu com o apoio de 81,50% dos eleitores.

Nesta terça-feira, foi anunciada para 30 de setembro a eleição que vai escolher os 130 membros da Assembléia Constituinte.

Na decisão do TC, apenas 50 deputados foram restituídos, já que sete parlamentares não assinaram uma petição para voltar aos seus cargos.