http://www.bbcbrasil.com

18 de abril, 2007 - 20h18 GMT (17h18 Brasília)

Série de ataques mata mais de 180 no Iraque

Mais de 180 pessoas foram mortas e cerca de 200 ficaram feridas nesta quarta-feira em uma série de seis ataques em Bagdá, capital do Iraque.

Este foi o dia mais violento desde o início, há mais de dois meses, de uma operação de segurança liderada pelos Estados Unidos na cidade.

No pior atentado, cerca de 140 pessoas foram mortas e dezenas ficaram feridas na explosão de um carro-bomba em um mercado de alimentos no distrito de Sadriya, uma área predominantemente xiita.

VejaAssista à reportagem

Uma hora antes, um carro-bomba foi utilizado em um ataque suicida contra um posto de controle da polícia no distrito de Cidade Sadr e deixou pelo menos 35 mortos.

Um outro carro-bomba explodiu e matou pelo menos 11 pessoas perto de um hospital no distrito de Karrada. Na região de Al-Shurja, a explosão de uma bomba em um microônibus deixou pelo menos dois mortos.

Outros dois ataques em Bagdá deixaram diversos mortos e feridos.

Ataques com suicidas e carros-bomba têm ocorrido quase que diariamente nos últimos meses em Bagdá, apesar da grande operação iniciada em fevereiro.

Área xiita

Os atentados desta terça-feira ocorreram em meio ao anúncio do primeiro-ministro do Iraque, Nouri Maliki, de que as forças iraquianas assumirão o controle da segurança no país até o fim do ano.

A bomba no mercado de Sariya teria sido deixada em um carro estacionado e explodiu por volta das 16h (horário local, 8h, horário de Brasília) no meio de uma multidão de clientes e trabalhadores.

O mercado estava sendo reconstruído depois de ter sido atingido por uma explosão em fevereiro, na qual mais de 130 pessoas morreram.

A explosão desta quarta-feira iniciou um incêndio que atingiu carros e microônibus estacionados nas proximidades, queimando muitas pessoas e gerando uma coluna de fumaça que se elevava sobre Bagdá.

Uma testemunha disse à agência de notícias Reuters que muitas das vítimas eram crianças e mulheres.

Os ataques ocorrem enquanto autoridades de mais de 60 países participam de uma conferência da ONU em Genebra a respeito dos refugiados iraquianos.

A ONU estima que mais de 50 mil pessoas fugiram da violência no Iraque a cada mês.