15 de abril, 2007 - 18h20 GMT (15h20 Brasília)
Um grupo palestino que se identificou como brigada al-Jihad al-Tawheed alega ter matado o correspondente da BBC em Gaza, Alan Johnston.
A BBC divulgou um comunicado afirmando estar profundamente preocupada com os relatos, mas enfatizou que ainda não há confirmação independente.
"Nós enfatizamos que, no momento, a informação é um rumor sem confirmação independente", diz o comunicado da BBC.
Em um comunicado enviado por fax a agências de notícias, o grupo palestino compara a atenção dada ao cativeiro de Johnston com a dedicada a palestinos presos.
Johnston foi capturado quando voltava para casa em Gaza no dia 12 de março.
A Autoridade Palestina também disse não ter confirmação sobre o que teria acontecido com o jornalista.
Uma porta-voz do Ministério do Exterior britânico disse que as alegações estão sendo investigadas.
O grupo - cujo nome significa Brigadas da Guerra Santa e da Unidade - é, aparentemente, pouco conhecido no contexto palestino, segundo informações do analista da BBC Mike Wooldridge.
Protestos
Desde o seqüestro de Johnston, diversos governos e grupos vêm pedindo a sua libertação.
Jornalistas palestinos realizaram várias greves em protesto ao seqüestro e várias manifestações foram organizadas por colegas de trabalho da BBC.
Na quinta-feira, a BBC, al-Jazeera, CNN e Sky News realizaram um programa ao vivo homenageando o trabalho de Alan Johnston e mostrando os perigos enfrentados por jornalistas que trabalham em Gaza.
Uma petição feita online pedindo a libertação de Johnston coletou mais de 30 mil assinaturas.
O pai do jornalista, Graham, em um segundo apelo pela libertação de seu filho disse aos seqüestradores: "Por favor, pense no que isto está fazendo com a minha família".
Vários estrangeiros foram seqüestrados em Gaza, mas nenhum permaneceu em cativeiro por tanto tempo.
Johnston, de 44 anos e de origem escocesa, entrou para o Serviço Mundial da BBC em 1991 e trabalhou oito dos últimos 16 anos como correspondente, incluindo no Uzbequistão e no Afeganistão.
Ele morava e trabalhava em Gaza há três anos e era o único repórter de um país ocidental na região. O trabalho dele no local terminaria no fim de março.