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15 de abril, 2007 - 10h01 GMT (07h01 Brasília)

Dois helicópteros britânicos caem no Iraque

Dois helicópteros britânicos caíram neste domingo no Iraque após aparentemente colidirem no ar ao norte de Bagdá, matando dois soldados e ferindo gravemente pelo menos mais um, segundo o Ministro da Defesa da Grã-Bretanha, Des Browne.

Inicialmente, os porta-vozes da coalizão militar liderada pelos Estados Unidos havia informado que os helicópteros eram americanos.

Os Estados Unidos já perderam quase 50 helicópteros no Iraque desde a invasão de 2003.

Ao menos 11 deles foram derrubados nos primeiros dois meses deste ano, em sua maioria como resultado de fogo inimigo.

Segundo o correspondente da BBC em Bagdá Jonathan Charles, os helicópteros são cruciais para as operações da coalizão militar nesta parte do Iraque, e as perdas são motivo de grande preocupação para o Exército americano.

O incidente ocorreu nas primeiras horas da manhã próximo de uma base militar.

Segundo o Exército americano, o choque não parecia ter sido conseqüência de “fogo inimigo”, mas uma investigação foi aberta para apurar as causas.

Carros-bombas

Também neste domingo, dois carros-bombas e um morteiro explodiram ao sul de Bagdá, matando ao menos 15 pessoas, segundo a polícia.

Outras 50 pessoas ficaram feridas nos ataques, que ocorreram em rápida sucessão em um mercado no distrito predominantemente xiita Al-Shurta al-Arabaa. Entre as vítimas estavam mulheres e crianças.

A segunda bomba explodiu enquanto equipes de resgate tentavam lidar com os estragos provocados pela primeira e levar os feridos ao hospital.

Testemunhas disseram ter ouvido uma terceira bomba, mas não havia confirmação sobre essa explosão ou novas vítimas.

Os ataques ocorreram um dia após um ataque suicida em um terminal de ônibus lotado na cidade sagrada de Karbala, que matou ao menos 42 pessoas, e um ataque com um caminhão-bomba contra uma ponte sobre o rio Tigre, ao sul de Bagdá.

Os atentados suicidas e com carros-bomba vêm ocorrendo quase diariamente em Bagdá nos últimos meses, apesar da operação para reforçar a segurança na cidade, lançada pelos Estados Unidos em fevereiro.

A operação parece, porém, ter reduzido a violência sectária na cidade, entre sunitas e xiitas.