09 de abril, 2007 - 10h15 GMT (07h15 Brasília)
A votação nas primeiras eleições presidenciais do Timor Leste desde sua independência, em 2002, foi encerrada nesta segunda-feira.
Pouco mais de 500 mil pessoas estavam aptas a votar, e as filas começaram a se formar antes mesmo do amanhecer.
Oito candidatos disputam o cargo hoje ocupado por Xanana Gusmão, ex-comandante rebelde que vem liderando o país desde que o país ficou independente da Indonésia.
"Estou feliz porque temos o direito de votar e escolher o presidente certo", disse Gusmão, ao depositar seu voto.
'Livres e justas'
Ele disse que pretende se candidatar ao cargo de primeiro-ministro, em uma nova votação em junho, para os cargos legislativos.
O pleito desta segunda-feira está sendo visto como um teste para o próximo.
Observadores internacionais destacados para acompanhar a votação disseram que houve poucos incidentes.
"Apesar de algumas falhas e de alguma intimidação, pode-se dizer que a eleições foram livres e justas", disse o primeiro-ministro José Ramos-Horta.
Ele, que é ganhador do prêmio Nobel da Paz, é visto como um dos candidatos favoritos nesta eleição.
Seus principais rivais são o presidente do partido Fretilin, Francisco Guterres, e o líder do Partido Democrata, Fernando "Lasama" de Araújo.
O resultado oficial deve sair em 16 de abril, mas um porta-voz da comissão eleitoral disse que os primeiros números podem ser divulgados já nesta terça-feira.
Analistas dizem ser difícil que um candidato ganhe com maioria absoluta, o que pode levar o país a um segundo turno no mês que vem.
Tensão
Segundo o correspondente da BBC em Dili, Jonathan Head, os timorenses esperam que as eleições ajudem a resolver as tensões e a instabilidade políticas no país.
No ano passado, confrontos entre facções militares rivais resultaram na morte de 30 pessoas.
Os policiais e soldados estrangeiros enviados ao Timor Leste na época dos confrontos continuam no país.
Cerca de 3 mil deles foram mobilizados para garantir a segurança nas eleições.
Segundo o correspondente da BBC em Dili, Jonathan Head, a ONU deve permanecer no Timor ainda por vários anos.