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06 de abril, 2007 - 04h37 GMT (01h37 Brasília)

Protesto de professores deixa um morto na Argentina

Um professor ferido na quarta-feira em confronto com a polícia durante um protesto na província argentina de Neuquén morreu nesta quinta-feira.

Carlos Fuentealba havia sido atingido na quarta-feira por uma bomba de gás lacrimogêneo usada pela polícia local para dispersar manifestantes que bloqueavam uma rodovia.

Ele chegou a ser levado ao hospital, mas morreu 24 horas depois de ser internado.

O principal sindicato de professores da Argentina convocou uma greve para segunda-feira, em protesto contra a violência.

O presidente argentino, Néstor Kirchner, expressou "profunda dor, pena e pesar" pela morte do professor e repudiou "a violência e a repressão como forma de enfrentar protestos".

Os professores protestam por melhores salários e condições de trabalho.

Nesta quinta-feira, a polícia voltou a usar bombas de gás lacrimogêneo para conter os manifestantes, que se reuniram em um prédio do governo local para protestar contra a ação policial do dia anterior.

Também ocorreram protestos de professores em outras regiões da Argentina.

Em Salta, a polícia usou balas de borracha contra os manifestantes, que tentavam impedir legisladores de deixar o prédio da assembléia local depois de uma votação sobre os salários dos professores, segundo a agência de notícias AP.

O governo argentino se isentou de qualquer responsabilidade pelo incidente que resultou na morte do professor e criticou a ação da polícia da província.

O governador de Neuquén, Jorge Sobisch (que apesar de pertencer ao mesmo partido de Kirchner, é um rival político do presidente argentino), disse que todos os integrantes de seu gabinete apresentaram suas renúncias depois do episódio, mas não aceitou nenhuma.