01 de abril, 2007 - 00h28 GMT (21h28 Brasília)
O responsável pela política externa da União Européia (EU), Javier Solana, afirmou que pela primeira vez em muito tempo "há sinais de esperança" para um acordo de paz abrangente no Oriente Médio.
Em discurso na cidade de Bremen, no norte da Alemanha, Solana disse aos ministros do Exterior de 27 países integrantes da UE que a Liga Árabe e o governo de Israel adotaram posturas mais construtivas.
Antes mesmo dos comentários de Solana, a UE já anunciara que iria cooperar com representantes mais moderados do novo governo de unidade palestino.
No entanto, os europeus não pretendem suspender o boicote de auxílio direto à Autoridade Palestina, baixado depois da eleição do grupo Hamas, há um ano.
A chanceler alemã, Angela Merkel, está em uma viagem pela região para sublinhar o compromisso assumido antes de a Alemanha assumir a presidência rotativa da União Européia, de fazer do Oriente Médio uma prioridade.
Jordânia
No sábado, Merkel participou de reuniões com o rei da Jordânia, Abdullah, na cidade portuária de Aqaba.
No dia anterior, o plano de paz apresentado pelos árabes na reunião de cúpula da Liga Árabe, em Riad, na Arábia Saudita, foi classificado de "revolucionário" pelo primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, que no entanto ressaltou não tê-lo aceitado em sua íntegra.
Olmert deu entrevistas a vários jornais israelenses sobre a retomada do plano de paz saudita de 2002.
O plano abre caminho para a retomada de relações diplomáticas com Israel por todos os países árabes em troca do fim da ocupação de terras sírias e palestinas e a criação de um Estado palestino.
Israel, no entanto, já deixou claro que não aceita voltar às fronteiras demarcadas em 1948.