28 de março, 2007 - 16h05 GMT (13h05 Brasília)
O ministro do Exterior do Irã, Manouchehr Mottaki, disse nesta quarta-feira que a única mulher entre os 15 militares da Marinha britânica mantidos reféns desde a semana passada vai ser libertada em breve.
Ainda assim, a Grã-Bretanha anunciou a suspensão de todas as relações bilaterais com o Irã até que o grupo de marinheiros e fuzileiros navais seja libertado.
O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair, disse ao Parlamento que chegou a hora de "aumentar a pressão internacional sobre o Irã" e classificou as ações do país de "inaceitáveis e ilegais".
O Irã afirma que o grupo de britânicos foi capturado em águas territoriais iranianas, embora o ministério da Defesa britânico tenha divulgado imagens de satélite que supostamente mostram que os militares estavam em águas iraquianas quando foram presos.
Na terça-feira, o governo britânico advertira que as ações do país para libertar o grupo detido no Golfo Pérsico entrariam em uma "fase diferente", caso a diplomacia não garantisse a libertação deles.
Os 15 militares, entre e fuzileiros navais britânicos, tripulantes do navio HMS Cornwall, foram capturados na sexta-feira e transferidos para Teerã.
Blair, que comentou o assunto em uma entrevista a um canal de televisão britânico, não deu detalhes sobre como seria essa nova fase.
"Teremos que ver, mas o que eles devem entender é que não podemos ter uma situação em que nossos militares são detidos quando, na verdade, eles estão em águas iraquianas, com autorização da ONU."