18 de março, 2007 - 19h56 GMT (16h56 Brasília)
Quatro integrantes da oposição teriam sido impedidos de deixar o Zimbábue neste fim de semana, segundo informações de um dos políticos, Nelson Chamisa.
O parlamentar disse ter sido atacado no aeroporto, quando se preparava para deixar o país para participar um encontro na Bélgica.
"De repente, eu fui rodeado por cerca de oito homens. Eles me bateram três vezes", disse Chamisa.
Em uma entrevista à BBC, o ministro da Informação do Zimbábue, Sikanyiso Ndlovu, negou que as forças de segurança estejam envolvidas no ataque, dizendo que é a oposição a responsável por causar tumulto no país.
Duas mulheres integrantes da oposição teriam também sido impedidas de deixar o Zimbábue para buscar tratamento por ferimentos sofridos quando estavam em custódia da polícia, segundo informações do advogado delas.
No sábado, o líder de uma das facções do partido de oposição Movimento pela Mudança Democrática (MDC, na sigla em inglês), Arthur Mutambara, foi preso também quando tentava deixar o Zimbábue.
'Ponto crítico'
A União Africana fez recentemente um apelo ao governo do Zimbábue para que respeite os direitos humanos.
As críticas dos países ocidentais ao governo do presidente Robert Mugabe aumentou depois de o principal líder do MDC, Morgan Tsvangirai, ter apanhado após uma manifestação em Harare, no domingo passado.
Tsvangirai disse à BBC que a situação no país chegou a um ponto crítico.
"A situação estava ruim, a situação ainda está ruim, mas eu acho que a crise chegou a um ponto de virada e nós podemos estar vendo o começo do fim desta ditadura", afirmou.
O presidente Mugabe rejeita as críticas internacionais e culpa a oposição por instigar a violência.
Mugabe governa o Zimbábue há 27 anos, mas tem havido cada vez mais insatisfação por causa das dificuldades econômicas do país.