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17 de março, 2007 - 04h09 GMT (01h09 Brasília)

Morales diz que vai antecipar eleições para 2008

O presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou nesta sexta-feira que deverá convocar eleições antecipadas para 2008, assim que a Assembléia Constituinte tenha terminado seu trabalho de reescrever a constituição do país.

Em um discurso para professores na cidade de Warnes, na pronvíncia de Santa Cruz, no leste do país, Morales afirmou que nesse pleito seria escolhido o novo presidente do país. Ele não disse, no entanto, se iria concorrer à reeleição.

"Eu quero dizer (à Assembléia Constituinte) que este ano tem que terminar. Se terminar neste ano, terá de se fazer nova eleição para que haja um novo presidente", disse Morales.

"As autoridades municipais, estaduais e nacionais, temos pouco tempo, e devemos aproveitar esse pouco tempo para servir ao povo", afirmou o presidente, sugerindo que as eleições seriam também para prefeitos e governadores.

Reformas

O mandato de Morales é de cinco anos. Desde que assumiu o poder, há 14 meses, o primeiro presidente boliviano de origem indígena tem se dedicado a reformas políticas e econômicas prometidas em sua campanha.

Entre as reformas estão a nacionalização dos recursos minerais do país e a formação da assembléia responsável por redigir a nova Constituição, com o objetivo de redistribuir as riquezas do país, que é o mais pobre da América do Sul, e dar mais voz política à maioria indígena.

Morales não disse quando as eleições seriam realizadas.

No entanto, possivelmente ocorreriam após o referendo de aprovação da nova Constituição, que não deve ser convocado antes de dezembro.

Constituição

A Assembléia Constituinte começou a se reunir em agosto do ano passado, na cidade de Sucre.

Foi estabelecido prazo de um ano para reescrever a Constituição, mas disputas partidárias atrasaram o trabalho dos legisladores.

Está prevista a reestruturação total dos poderes do governo.

Os legisladores do partido governista, o Movimento ao Socialismo (MAS), esperam fazer essa reestruturação em sintonia com as tradições indígenas da Bolívia.

Entre as mudanças propostas está a inclusão da ilustração da folha de coca no brasão nacional.