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17 de março, 2007 - 19h48 GMT (16h48 Brasília)

Cidade do México tem primeiras cerimônias de união civil gay

As primeiras cerimônias para legalizar a união civil gay foram realizadas na sexta-feira na Cidade do México, depois de uma nova lei entrar em vigor.

A legislação dá aos casais gays direitos sociais e de herança semelhantes aos direitos de casais heterossexuais.

A união civil foi aprovada pela assembléia da capital em novembro, apesar da oposição da Igreja Católica.

Alguns parlamentares do partido conservador do presidente Felipe Calderón estão entrando com recursos contra a união civil gay.

Eles afirmam que a nova lei viola a proteção à família garantida pela Constitutição.

'Fim da exclusão'

Entre os primeiros casais a usar a nova legislação estavam o jornalista Antonio Medina, de 38 anos, e o economista Jorge Cerpa, de 31.

"Com esta lei, toda uma história de exclusão chega ao fim. Hoje, o amor que antes não se atrevia a se declarar é feito público", afirmou Medina.

Apesar de a capital mexicana ter sido a primeira cidade a passar a legislação permitindo a união civil entre homossexuais, uma lei semelhante já havia entrado em vigor no Estado de Coahuila, no norte do país.

Um casal de lésbicas registrou sua união no dia 31 de janeiro.

A nova lei não dá aos homossexuais todos os direitos dos casais heterossexuais, principalmente em relação à adoção.

Em 2003, a Argentina se tornou o primeiro país latino-americano a permitir a união civil entre homossexuais.