15 de março, 2007 - 05h28 GMT (02h28 Brasília)
Representantes dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e da Alemanha chegaram nesta quarta-feira a um acordo informal sobre novas sanções contra o Irã, diante da recusa do país em suspender seu programa de enriquecimento de urânio.
Segundo os embaixadores dos Estados Unidos, Alejandro Wolff, e da Rússia, Vitaly Churkin, na ONU, o texto da proposta de resolução será agora examinado para posterior aprovação nas capitais dos seis países.
Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança são Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Rússia e China.
O texto deve ser apresentado aos outros membros do Conselho de Segurança ainda nesta quinta-feira, para ser votado na próxima semana.
Restrições
As novas sanções deverão incluir restrições de viagens para funcionários do programa nuclear iraniano e restrições ao comércio de armas entre o Irã e outros países.
Também está previsto o congelamento de bens de altos funcionários e empresas ligadas ao programa nuclear iraniano.
Segundo diplomatas, a nova resolução pediria ainda que os governos não assumam novos compromissos de ajuda financeira ou empréstimos ao Irã.
O Irã insiste que seu programa nuclear tem fins pacíficos.
No entanto, os Estados Unidos e outros países ocidentais suspeitam que o governo de Teerã esteja planejando fabricar uma bomba nuclear.
O Conselho de Segurança já havia estabelecido sanções contra o Irã em dezembro de 2006, determinando um prazo de 60 dias para que o país abandonasse seu programa nuclear.
Mas um relatório da Agência Internacional de Energia Atômica divulgado no mês passado disse que o governo iraniano está expandindo o programa.
O embaixador da África do Sul na ONU, Dumisani Kumalo, afirmou que os 10 membros não-permanentes do Conselho de Segurança, deixados de fora das discussões até agora, vão querer participar do debate.