13 de março, 2007 - 06h13 GMT (03h13 Brasília)
O governo britânico deverá anunciar nesta terça-feira uma nova lei sobre mudanças climáticas, com o objetivo de reduzir as emissões de dióxido carbono em 60% até 2050.
Segundo ministros, essa nova legislação fará da Grã-Bretanha o primeiro país do mundo a ter formatação legal para a transição para uma economia com baixa emissão de carbono. Cientistas acreditam que as emissões de carbono são responsáveis pelo aquecimento global.
O secretário de Meio Ambiente, David Miliband, rejeitou pedidos da oposição para metas anuais de redução de emissões de carbono.
"Mudar a sua política com base no clima de um ano não é uma maneira sensata de fazer as coisas", disse Miliband à BBC.
"Precisamos de uma formatação legal que dê aos empresários e aos indivíduos confiança na maneira como o nosso país vai mudar para enfrentar o desafio do aquecimento global."
Os limites permitidos de emissão de carbono serão definidos a cada cinco anos com base nas orientações de um comitê independente sobre mudanças climáticas.
O governo também terá de enviar ao Parlamento relatórios anuais sobre o progresso no controle das emissões.
O Ministro das Finanças da Grã-Bretanha, Gordon Brown, afirmou que, com a nova lei, as metas de emissão de carbono deverão ser tratadas com "a mesma prudência e disciplina" que as metas econômicas.
Partidos de oposição e ambientalistas saudaram a iniciativa, mas dizem que não é suficientemente radical e que deveria ir além.
Segundo a correspondente da BBC para assuntos de meio ambiente, Sarah Mukherjee, políticos de oposição já planejam apresentar emendas que forçariam o governo a aceitar metas anuais.
O correspondente de assuntos políticos da BBC afirma que o primeiro-ministro Tony Blair, que deixa o cargo ainda neste ano, quer assegurar o sucesso no combate ao aquecimento global como parte de seu legado político.