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12 de março, 2007 - 17h06 GMT (14h06 Brasília)

Protesto reúne 20 mil em comunidade rural na China

Um protesto organizado por milhares de trabalhadores rurais na região central da China acabou em choques violentos na semana passada, segundo informações da imprensa e de uma autoridade local.

Várias pessoas ficaram feridas quando 20 mil pessoas entraram em choque com mil policiais na cidade de Yongzhou, na província de Hunan, na sexta-feira, segundo informações de uma autoridade local à agência de notícias Reuters.

Informações do site de notícias chinês Boxun afirmam que o choque teve início devido ao crescente preço dos transportes públicos.

Regiões rurais da China têm passado por distúrbios nos últimos anos.

Em 2006, ocorreram milhares de protestos e a insatisfação é crescente devido às diferenças entre ricos e pobres e à corrupção entre autoridades locais e nos níveis mais altos do governo.

As informações dos últimos choques ocorridos em Hunan chegam no momento em que os legisladores chineses que formam o Congresso Nacional do Povo realizam sua sessão anual em Pequim.

Carros queimados

Pelo menos nove carros de polícia foram queimados durante os choques, segundo informações do site Boxun.

Manifestantes enfrentaram a polícia com armas e varas eletrificadas para controlar gado, segundo a agência de notícias Reuters.

Vários policiais e manifestantes ficaram feridos. Alguns foram levados ao hospital local, mas nenhum deles estaria em estado mais grave.

A autoridade da cidade de Yongzhou disse à Reuters que os manifestantes "não estavam satisfeitos com parte do comportamento do governo".

O site Boxun, que não fica na China e é bloqueado pelo governo chinês, relatou que os manifestantes protestavam contra o crescente custo das passagens de ônibus.

O governo introduziu uma série de medidas para tentar lidar com a insatisfação nas comunidades rurais do país.

Entre as medidas, o governo vai destinar bilhões de dólares para a economia rural na forma de subsídios, além de conter as desapropriações de terra e combater a corrupção no governo.