10 de março, 2007 - 15h37 GMT (12h37 Brasília)
O premiê iraquiano, Nouri Al Maliki, disse, neste sábado, que seu país necessita da ajuda de países vizinhos para combater o que chamou de "terrorismo".
"O Iraque está na linha de frente do combate ao terrorismo mundial, necessitando de muita cooperação, especialmente de países vizinhos", disse Maliki.
Maliki falou na abertura de uma conferência em Bagdá que reúne representantes dos Estados Unidos, outros membros do Conselho de Segurança da ONU e países vizinhos do Iraque.
A conferência de um dia marcou a primeira vez em anos que o Irã e a os Estados Unidos dialogaram.
Primeiro passo
Os EUA vêm acusando o Irã e a Síria de estimular a insurgência e os conflitos sectários no Iraque.
Suspeita-se que o Irã apoie grupos xiitas iraquianos, enquanto outros países árabes, como a Arábia Saudita, apoiem facções sunitas.
Analistas dizem que as expectativas para o encontro deste sábado devem ser limitadas.
Para eles, após este primeiro passo, deve acontecer um encontro ministerial em abril.
Esperança e bombas
Mas o correspondente da BBC em Bagdá, Jim Muir, disse que o Irã e a Arábia Saudita vêm tentando, recentemente, encontrar uma solução pacífica paras conflitos no Líbano e na Autoridade Palestina.
Existe esperança, diz ele, de que o Iraque possa se beneficiar de negociações semelhantes.
Também em Bagdá, neste sábado, um carro-bomba matou 20 e feriu 40 pessoas na região xiita de Cidade de Sadr.
Dois morteiros foram ainda lançados nas proximidades de onde a conferência está sendo realizada, mas ninguém ficou ferido.