09 de março, 2007 - 13h15 GMT (10h15 Brasília)
Daniel Gallas
De São Paulo
O presidente americano, George W. Bush, deixou o hotel Hilton na zona sul de São Paulo para a visita ao terminal da Transpetro (a empresa de transporte da Petrobras) em Guarulhos, onde se encontra com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Os presidente almoçam juntos e devem fazer uma declaração conjunta à imprensa. Lula deve assinar sexta-feira o acordo de cooperação na área de biocombustíveis com Bush.
O presidente brasileiro também deve aproveitar a reunião para reforçar o pedido para reduzir a tarifa cobrada pelos Estados Unidos ao álcool brasileiro.
E os protestos também devem continuar nesta sexta-feira em São Paulo. Entidades estudantis e sindicais devem se concentrar no monumento às Bandeiras, em frente ao Parque Ibirapuera.
De lá, segundo a página da União Nacional dos Estudantes (UNE), os manifestantes formam um chamado "Comando de Caça ao Bush" para localizar o presidente. A idéia é seguir em passeada para onde Bush estiver ou então para o consulado americano em São Paulo.
As entidades também prometem uma manifestação em frente a uma lanchonete da rede McDonald's no centro da cidade.
Ainda segundo a página da UNE, no Rio de Janeiro está previsto um protesto durante a tarde. Os estudantes planejam uma manifestação em frente ao Barra Shopping, que tem uma réplica da Estátua da Liberdade em sua fachada.
Conselho de Segurança
O dia para a comitiva americana em São Paulo começou com uma reunião a portas fechadas entre a secretária de Estado americana Condoleezza Rice e o ministro do Exterior Celso Amorim.
De acordo com o Itamaraty, os dois ministros assinaram um memorando de cooperação na áera de biocimbustíveis.
Amorim e Rice estiveram reunidos por cerca de 45 minutos e, além de biocombustíveis, conversaram sobre governança global, G8 e reforma do Conselho de Segurança da ONU.
A viagem de Bush à América Latina foi decidida a partir da percepção da Casa Branca de que era preciso se reaproximar da região, depois do foco total no Oriente Médio a partir de 2001.
Embora a Casa Branca não admita oficialmente, o "fantasma" do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, permeia a viagem do presidente americano.
A crescente influência do presidente venezuelano no continente preocupa Washington.
O Brasil é a primeira parada do roteiro de Bush, que inclui ainda Uruguai, Colômbia, Guatemala e México.