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26 de fevereiro, 2007 - 09h59 GMT (06h59 Brasília)

Diplomatas discutem programa nuclear do Irã

Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas e a Alemanha se reúnem nesta segunda-feira em Londres para discutir formas de convencer o Irã a abandonar seu programa nuclear.

O encontro acontece depois que a agência nuclear da ONU confirmou que o governo iraniano ignorou o prazo, esgotado na semana passada, para suspender o seu enriquecimento de urânio.

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse no domingo que os Estados Unidos irão realizar conversas diretas com o Irã se o país suspender seu programa nuclear.

Caso contrário, o governo americano disse que a economia iraniana irá sofrer.

Os americanos querem que a ONU estabeleça duras sanções econômicas contra os iranianos. Entre as medidas que serão discutidas estão restrições ao comércio com o Irã e proibição de viagens de indivíduos ligados ao programa nuclear do país.

Mas segundo o correspondente da BBC Jonathan Marcus a Rússia e a China devem se opor a qualquer medida mais rígida.

Os Estados Unidos disseram, no entanto, estar otimistas de que os representantes dos seis países reunidos em Londres conseguirão chegar a um acordo.

Irã

O Conselho de Segurança havia estabelecido sanções contra o Irã em dezembro, estabelecendo um prazo de 60 dias para que o país abandonasse seu programa nuclear.

Mas um relatório da Agência Internacional de Energia Atômica, divulgado na semana passada, disse que o governo iraniano está expandindo o programa.

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, comparou o domínio da tecnologia nuclear por seu país com "um trem sem freio e sem marcha a ré", em discurso na capital do país, Teerã, neste domingo.

O ministro do Exterior, Manouchehr Mohammadi, afirmou que o Irã se preparou para qualquer eventualidade, até para uma guerra.

Mohammadi disse no sábado que os Estados Unidos não estão em posição de lançar uma ação militar contra o país, e pediu que as autoridades americanas optem por diálogo.

O representante iraniano afirmou que não imagina que os Estados Unidos comecem mais uma guerra na região, pois a situação no Iraque já custou caro para os contribuintes americanos.

O Irã diz ainda que seu programa nuclear tem fins pacíficos.