26 de fevereiro, 2007 - 18h26 GMT (15h26 Brasília)
Um palestino foi morto e outro ferido nesta segunda-feira durante uma incursão israelense na cidade de Nablus, na Cisjordânia, informaram as autoridades palestinas.
Um toque de recolher está em vigor no centro da cidade desde domingo, quando começou a operação militar - a maior de Israel na Cisjordânia dos últimos meses.
Milhares de residentes estão trancados em suas casas, mas muitos assistem à operação em cima dos telhados.
Israel vê Nablus como um foco de militância palestina.
Oito residentes foram feridos por balas de borracha em combates no sábado e cerca de 30 foram detidos desde o início da operação.
Laboratório
Os militares disseram que descobriram um segundo laboratório de explosivos - a descoberta do primeiro foi anunciada no sábado - e avisaram que a missão não tem data para terminar.
As autoridades palestinas dizem que a operação é uma ameaça a possíveis iniciativas pela paz.
Segundo os palestinos, as tropas invadiram uma estação local de televisão, confiscaram equipamentos e prenderam o proprietário.
O Exército israelense não confirmou as informações.
Em outra região da Cisjordânia, um colono israelense foi morto a facadas. A polícia israelense disse não ter dúvidas de que o responsável é um militante palestino.
Bloqueio
O governador de Nablus, Kamal al-Sheikh, exigiu que Israel suspenda o bloqueio na entrada de um dos principais hospitais de Nablus para permitir que as equipes médicas façam seu trabalho.
As principais rotas que levam à cidade foram interrompidas e escolas e uma universidade foram fechadas.
Cerca de cem veículos israelenses, entre eles tratores, entraram na cidade no domingo.
Usando alto-falantes, os soldados anunciaram o toque de recolher no centro da cidade, que tem cerca de 30 mil habitantes.
A operação teve início um dia após tropas israelenses anunciarem a descoberta de um laboratório de explosivos na cidade.
Os israelenses dizem estar procurando oito palestinos da Brigada dos Mártires de Al-Aqsa, vinculada ao Fatah, partido político do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas.