24 de fevereiro, 2007 - 14h26 GMT (12h26 Brasília)
O primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki, disse neste sábado que o país registrou uma grande redução no número de assassinatos sectários e seqüestros nos últimos dez dias, desde o lançamento de um novo plano de segurança para Bagdá.
De acordo com Maliki, 426 suspeitos de envolvimento em atividades terroristas foram presos, e quase o mesmo número morreu. Maliki disse ainda que muitos outros suspeitos deixaram Bagdá e prometeu levar todos à Justiça.
Segundo o Ministério do Interior do Iraque, forças americanas e iraquianas mataram dezenas de insurgentes árabes sunitas de um grupo conhecido como Exército Islâmico no Iraque ao norte de Bagdá.
O governo liderado por xiitas tem sido acusado por políticos sunitas de concentrar seus ataques contra grupos sunitas e fracassar no combate a milícias xiitas. As autoridades iraquianas negam que isso seja verdade.
Comandantes militares americanos também fizeram um balanço positivo do novo plano de segurança, mas afirmaram que militantes e insurgentes iraquianos fizeram uma pausa nos ataques e a expectativa é de que níveis maiores de violência voltem a ser registrados.
Neste sábado, uma série de ataques a bomba deixaram pelo menos cinco pessoas mortas em Bagdá.
Dois dos ataques tinham como provável alvo patrulhas da polícia e do Exército iraquiano, mas as vítimas foram civis.
Uma das bombas explodiu em um microônibus e deixou um passageiro morto e diversos outros feridos.
Protesto
Em Najaf, milhares de muçulmanos xiitas se reuniram neste sábado para protestar contra a prisão pelas forças americanas do filho de um importante político xiita.
A multidão de manifestantes gritou palavras de ordem em apoio a Ammar al-Hakim, filho de Abdulaziz al-Hakim, que é membro do Conselho Supremo para a Revolução Islâmica no Iraque.
O filho de Hakim foi detido por soldados americanos durante quase 12 horas na sexta-feira, quando voltava do Iraque após uma visita ao Irã. O embaixador americano no Iraque, Zalmay Khalilzad, pediu desculpas pelo incidente.
As autoridades militares americanas afirmaram que o comboio em que Ammar al-Hakim viajava foi parado na fronteira porque os veículos tinham características que justificavam uma investigação e os passageiros estavam em "atividade suspeita".
Um porta-voz das forças americanas disse que, durante todo o tempo em que esteve detido, Hakim foi tratado com "dignidade e respeito".