24 de fevereiro, 2007 - 20h04 GMT (18h04 Brasília)
Pelo menos 42 pessoas morreram e cerca de 60 ficaram feridas quando uma bomba explodiu diante de uma mesquita muçulmana sunita na cidade de Habbaniyah, na província de Anbar, neste sábado.
Poucas horas antes, o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, disse que o país registrou uma grande redução no número de assassinatos sectários e seqüestros nos últimos dez dias, desde o lançamento de um novo plano de segurança para Bagdá.
Há notícia de que a explosão deste sábado na cidade, que fica a menos de cem quilômetros de Bagdá, foi causada por explosivos colocados em um caminhão.
Anbar é um reduto da insurreição sunita, e onde ataques a tropas americanas têm sido freqüentes. A correspondente da BBC em Bagdá, Jane Peel, disse que atentados a bomba como o ocorrido neste sábado são relativamente raros na região.
Mais cedo, o Ministério do Interior do Iraque disse que forças iraquianas e americanas mataram dezenas de insurgentes sunitas árabes em operações no norte de Bagdá contra um grupo conhecido como Exército Islâmico no Iraque.
Políticos sunitas acusaram o governo liderado por muçulmanos xiitas de concentrar seus ataques em grupos sunitas, e de fracassar na contenção de milícias xiitas.
A acusação é negada pelas autoridades iraquianas.
Tratamento
O filho mais velho do político xiita mais influente do Iraque, Ammar al-Hakim, queixou-se de que ele e seus guarda-costas foram maltratados por soldados americanos na sexta-feira, quando ele retornavam ao país após visita ao Irã.
Ammar al-Hakim disse que foi retirado à força de seu carro, recebeu ordem de levantar os braços, foi algemado e brevemente detido.
Seu pai, Abdullaziz al-Hakim, é líder do Conselho Supremo para a Revolução Islâmica no Iraque.
Ao se queixar do tratamento recebido, Ammar al-Hakim afirmou que tal comportamento não condiz com a soberania do Iraque.
Milhares de xiitas muçulmanos realizaram uma manifestação na cidade de Najaf para protestar contra o incidente.
O embaixador dos Estados Unidos no Iraque, Zalmay Khalilzad, pediu desculpas pelo ocorrido.
As autoridades militares americanas afirmaram que o comboio em que Ammar al-Hakim viajava foi parado na fronteira porque os veículos tinham características que justificavam uma investigação e os passageiros estavam em "atividade suspeita".
Um porta-voz das forças americanas disse que, durante todo o tempo em que esteve detido, al-Hakim foi tratado com "dignidade e respeito".