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Milhares protestam na Itália contra base americana

Dezenas de milhares de pessoas marcharam nas ruas de Vicenza, na Itália, neste sábado, para protestar contra o projeto de ampliação de uma base militar na cidade.

Segundo os organizadores, 100 mil pessoas participaram da marcha, embora a estimativa da polícia seja de 40 mil.

Os organizadores do protesto dizem que o primeiro-ministro italiano, Romano Prodi, ignorou suas objeções ao projeto.

A ampliação foi decidida no governo do ex-premiê Silvio Berlusconi, mas Prodi decidiu ir adiante com os planos do antecessor.

A base militar de Vicenza foi estabelecida há mais de 50 anos e agora o governo americano quer fortalecê-la, transferindo dois mil soldados da Alemanha para lá. Se a ampliação for feita, Vicenza terá quase 5 mil militares americanos baseados na cidade.

"Não, Obrigado"

Não houve registros de incidentes violentos durante a marcha, apesar dos temores das autoridades da Itália e da embaixada dos Estados Unidos, que chegou a pedir que cidadãos americanos evitassem a cidade.

Os manifestantes carregavam cartazes com dizeres como "EUA, Não Obrigado" e "Voltem para Casa".

"Não há razão para esta base aqui", disse Antonio Faitta, de 25 anos, que viajou de Gênova para participar do protesto.

Muitos manifestantes chegaram a Vicenza em ônibus e trens fretados por partidos de esquerda e do Partido Verde - que faz parte da coalizão que apóia Prodi.

O correspondente da BBC em Roma, David Willey, diz que o governo de centro-esquerda está dividido entre respeitar a decisão tomada pelo governo anterior e atender àqueles que rejeitam a presença americana.

Também há implicações econômicas no debate sobre a base americana, que gera mil empregos e injeta milhões de dólares para Vicenza.