17 de fevereiro, 2007 - 20h30 GMT (18h30 Brasília)
O Partido Republicano dos Estados Unidos conseguiu impedir neste sábado que o Senado votasse uma resolução condenando os planos do presidente George W. Bush de aumentar o número de militares americanos no Iraque.
Para votar a medida, a oposição democrata precisava do apoio de 60 dos 100 senadores, mas conseguiu apenas 56 - incluindo sete republicanos.
Senadores democratas esperavam repetir o sucesso de sexta-feira na Câmara dos Representantes, onde seus correligionários aprovaram a moção por 246 votos contra 182.
A articulação dos republicanos foi favorecida pelo fato de a maioria democrata ser mais estreita no Senado do que na Câmara.
A estratégia de Bush para o Iraque prevê o envio de mais 21,5 mil soldados ao Iraque, a maioria a Bagdá, para ajudar o governo iraquiano a pôr em prática um novo plano de segurança para reprimir a insurgência.
Apesar de as duas medidas não serem obrigatórias para o governo, o presidente precisa do apoio do Legislativo para aprovar um fundo extra de US$ 93 bilhões para as tropas.
A presidente da Câmara, a democrata Nancy Pelosi, disse que, mesmo sem obrigar o governo Bush a rever o plano, a moção manda um recado inequívoco à Casa Branca de que o Congresso está "comprometido em proteger e apoiar" as tropas americanas.
Em visita a Bagdá neste sábado, a secretária de Estado Condoleezza Rice reconheceu a oposição à guerra dentro dos Estados Unidos.
"O povo americano quer ver resultados e não pode esperar para sempre", disse Rice a jornalistas, depois de se encontrar com Maliki e outras autoridades iraquianas.