17 de fevereiro, 2007 - 10h41 GMT (08h41 Brasília)
A Bolívia amanheceu neste sábado sob alerta máximo, depois que fortes chuvas deixaram pelo menos 35 pessoas mortas e dezenas de milhares desabrigados desde dezembro.
Na sexta-feira, o gabinete do presidente Evo Morales se declarou em sessão permanente, e anunciou medidas de emergência, como colocar em alerta máximo as Forças Armadas para ajudar em uma eventual catástrofe durante os quatro dias de Carnaval.
Entre as medidas, o governo destinou US$ 15 milhões (mais de R$ 30 milhões) para atender aos desabrigados nos municípios mais afetados pelos desastres naturais.
Autoridades bolivianas dizem que as chuvas são resultado do fenômeno meteorológico conhecido como El Niño.
O fenômeno, que em português significa "o garoto", se forma no Oceano Pacífico à altura da linha do Equador, e produz intensas chuvas em certas áreas do planeta, podendo em outras elevar as temperaturas e causar secas.
Ambientalistas dizem que o fenômeno tem se tornado mais rigoroso por causa da mudança climática.
O ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana, afirmou que até o momento os desastres naturais já afetaram mais de 50 mil famílias.
Segundo o boletim oficial, dois meses de chuvas fortes já prejudicaram mais de 70 mil hectares de cultivo, causado danos a quase 700 casas, obstruído 21 estradas e matado 35 pessoas.