14 de fevereiro, 2007 - 02h12 GMT (00h12 Brasília)
A empresa suíça Glencore International exigiu indenização da Bolívia pela decisão do governo do presidente Evo Morales de nacionalizar sua metalúrgica no sul do país.
Em nota, a Glencore reiterou sua alegação de que tropas bolivianas e representantes do governo assumiram o controle da empresa na sexta-feira sem aviso prévio e retiraram gerentes das suas instalações.
O ministro de Mineração da Bolívia, Guillermo Dalence, disse que o governo ainda não recebeu nenhum pedido formal por indenização da Glencore.
A companhia está baseando sua exigência em um tratado entre a Suíça e a Bolívia em 1991, que proíbe a tomada de bens suíços sem compensação financeira adequada.
O presidente da Bolívia, Evo Morales, nacionalizou na sexta-feira a empresa Vinto, uma das mais importantes metalúrgicas que atuam no país e de propriedade da Glencore International.
A Vinto é o maior complexo privado de fundição de estanho da Bolívia.
A nacionalização foi feita por decreto, e não há previsão de pagamento imediato de indenização à companhia suíça.
Mais de 200 soldados do Exército boliviano ocuparam as instalações da empresa, localizada no departamento (Estado) andino de Oruro.
A Glencore comprou a metalúrgica de uma companhia de mineração privada pertencente ao ex-presidente boliviano Gonzalo Sánchez de Lozada.
Em janeiro, quando completou um ano no poder, Morales afirmou no Congresso que pretendia nacionalizar o setor de mineração e recuperar empresas que pertenciam Sánchez de Lozada e haviam sido vendidas à suíça Glencore.