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12 de fevereiro, 2007 - 12h26 GMT (10h26 Brasília)

Irã rejeita acusação de armar iraquianos

O Irã rejeitou alegações dos Estados Unidos de que estaria fornecendo armas para milícias xiitas no Iraque.

O porta-voz do Ministério do Exterior iraniano, Mohammad Ali Hosseini, afirmou que as acusações são propaganda sem base e que os "Estados Unidos têm uma longa história na fabricação de provas".

"O que foi apresentado é prova fraca que é desacreditada até mesmo pelos americanos, não é aceitável", disse o porta-voz segundo a agência de notícias Reuters.

Veja imagens das provas apresentadas pelos EUA

Hosseini afirmou que os Estados Unidos estão "planejando eventos artificiais" para justificar suas acusações.

"Autoridades importantes iranianas e outros não têm relação com esta ou outras questões. Qualquer interferência com questões internas do Iraque iria enfraquecer o governo do Iraque, e nós somos contra isso", disse.

As alegações dos americanos, de que bombas foram contrabandeadas do Irã para o Iraque, não puderam ser verificadas de forma independente.

Democratas

Democratas dos Estados Unidos pediram que o governo de George W. Bush seja cauteloso nas acusações de que o Irã está fomentando a violência no Iraque.

O senador democrata Chris Dodd disse que o governo Bush tentou falsificar provas antes.

"Estou analisando este relatório com um grau de ceticismo", disse.

"Não duvido que o Irã esteja envolvido até certo ponto e certamente este é um problema que precisa ser tratado, mas estou cada vez mais preocupado com o fato de eles estarem tentando criar uma premissa para, no futuro, ampliar a ação militar no Irã."

"Acredito que, neste ponto, isto seria um grande erro", acrescentou.

Outro influente democrata, o senador John Kerry, disse que as pessoas deveriam "ouvir àqueles entre nós no Congresso que afirmaram que devemos nos engajar na região".

Bombas

Autoridades do setor de defesa americano informaram a jornalistas em Bagdá, no Iraque, que bombas iranianas estão sendo usadas para matar soldados americanos e mais de 170 já morreram desde junho de 2004 e outros 620 americanos ficaram feridos.

As autoridades afirmaram que analistas de informações secretas dos Estados Unidos acreditam que estas bombas foram fabricadas no Irã e enviadas de forma secreta para militantes xiitas do Iraque, sob ordens de autoridades importantes do Irã.

"Avaliamos que todas estas atividades estão vindo de níveis superiores do governo iraniano", disse uma das autoridades americanas.

O militar acusou a brigada de elite iraniana Al-Quds, uma unidade da Guarda Revolucionária, afirmando que um importante comandante da brigada foi um dos cinco iranianos capturados por forças americanas em uma operação na cidade iraquiana de Irbil, em janeiro.