11 de fevereiro, 2007 - 19h19 GMT (17h19 Brasília)
O governo de Israel decidiu neste domingo retomar uma polêmica obra perto de um dos locais mais sagrados para muçulmanos e judeus em Jerusalém.
Na semana passada, houve violentos protestos por causa das obras perto do local chamado pelos muçulmanos de Esplanada das Mesquitas – onde fica a Mesquita de Al-Aqsa, o terceiro local mais sagrado para os seguidores do Islã - e pelos judeus de Monte do Templo.
O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, disse que a obra, que começou na terça-feira passada, é essencial para fazer reparos, e que não vai afetar os locais sagrados.
Mas a Liga Árabe descreveu as obras como um ataque criminoso em um local sagrado e pediu que a ONU intervenha.
Passagem
Neste domingo, cerca de dois mil policiais foram mobilizados na região, preparados para o terceiro dia seguido de protestos.
Na sexta-feira, dezenas de muçulmanos que faziam uma manifestação contra a obra ficaram feridos em choques com policiais.
Em 2004, uma centenária passagem de pedestres na área desabou parcialmente, o que teria tornado necessária a obra.
“O trabalho vai continuar porque é uma questão de consertar uma situação perigosa”, disse Olmert. “O canteiro de obras não fica no complexo da mesquita e não é um desrespeito aos muçulmanos.”
O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, disse que levantar a questão da obra num encontro com Olmert e a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, no próximo dia 19.