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11 de fevereiro, 2007 - 12h56 GMT (10h56 Brasília)

Irã diz que seria 'humilhação' parar programa nuclear

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse neste domingo que seria uma "humilhação" para o país abandonar seu programa nuclear, apesar das pressões dos países ocidentais pelo fim das atividades iranianas de enriquecimento de urânio.

"Estamos prontos para negociar, mas não suspenderemos nossas atividades", disse Ahmadinejad, em discurso televisivo pelo aniversário da Revolução de 1979.

Ao contrário do que se esperava, o líder iraniano não fez o prometido "anúncio significativo" no campo nuclear – observadores acreditavam que Ahmadinejad poderia confirmar o início das operações de 3 mil novas centrífugas nucleares em suas instalações no interior do país.

Em vez disso, Ahmadinejad disse que o Irã continua comprometido com o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares (TNP), acordo do qual é signatário.

Teerã alega que quer desenvolver tecnologia nuclear para fins energéticos, e não militares.

Conferência

O assunto ocupa as atenções da conferência internacional sobre segurança, que se realiza em Munique, na Alemanha.

Neste domingo, o negociador iraniano de assuntos nucleares, Ali Larijani, disse que o Irã está disposto a voltar à mesa de negociações para tratar de seu programa de enriquecimento de urânio.

Leia: 'Irã diz que negocia programa nuclear'.

"A vontade política do Irã tem por objetivo resolver a disputa. Não queremos agravar a situação na região", ele afirmou.

Larijani acrescentou que enviou à Agência Internacional de Energia Atómica uma carta em que se dispõe a "a elaborar, no espaço de três semanas, as modalidades para resolver todas as questões pendentes".

A Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu que até o dia 21 de fevereiro o Irã deve suspender seu programa nuclear, sob pena de ter as sanções econômicas e comerciais endurecidas.

O presidente iraniano criticou as sanções econômicas impostas ao país, afirmando que "o objetivo deles (países Ocidentais) é nos enganar, fazendo-nos promessas vagas e vazias para impedir que alcancemos o ciclo de combustível nuclear".

No sábado, a chanceler alemã Ângela Merkel disse que Teerã deveria demonstrar "transparência" em suas atividades nucleares ou "caminhar ainda mais para o isolamento".

Leia: 'Mundo está 'determinado' a conter Irã, diz chanceler alemã'