10 de fevereiro, 2007 - 12h48 GMT (10h48 Brasília)
A chanceler alemã, Angela Merkel, disse neste sábado que a comunidade internacional está determinada a evitar que o Irã desenvolva armas nucleares.
"Estamos determinados a prevenir a ameaça colocada por um programa nuclear iraniano", disse a chanceler, no primeiro dia de uma conferência internacional para discutir assuntos de segurança, em Munique, na Alemanha.
"Estamos falando de uma tecnologia muito, muito sensível, e por esta razão necessitamos de um alto grau de transparência, que o Irã não mostrou. Se não mostrar, então a alternativa para o Irã será caminhar ainda mais para o isolamento."
O discurso de Merkel abriu o evento de dois dias, que reunirá mais de 500 delegados, incluindo o negociador iraniano de assuntos nucleares, Ali Larijani.
Espera-se que o diplomata diga à platéia de delegados que Teerã está interessada em energia nuclear, mas não em armas nucleares.
Neste sábado, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) afirmou que congelaria todos os projetos técnicos de ajuda ao país.
O Irã está sob sanções da Organização das Nações Unidas (ONU) por se recusar a interromper seu programa de enriquecimento de urânio.
Crítica
A questão iraniana é uma das que negociadores europeus esperam poder discutir em reuniões paralelas ao evento.
Da conferência participam figuras importante, como o presidente russo, Vladimir Putin, e o secretário americano de Defesa, Robert Gates.
Em seu discurso, Putin criticou o que chamou de 'uso incontrolável' de força por pate dos Estados Unidos.
A conferência foca ainda temas como o papel da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), a aliança militar ocidental, as relações do Ocidente com a Rússia, e o combate às atividades terroristas.