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09 de fevereiro, 2007 - 11h33 GMT (09h33 Brasília)

Países ricos anunciam fundo para estimular criação de vacinas

Um grupo de países ricos anunciou a criação de um fundo de cerca de US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 3,14 bilhões) para acelerar o desenvolvimento de novas vacinas para os países pobres.

A idéia é subsidiar a compra futura de vacinas na esperança que isso atraia empresas farmacêuticas para a pesquisa.

O primeiro alvo é estimular uma droga que imunize contra a bactéria que causa a pneumonia e outras doenças.

Uma vacina assim já existe, mas os países em desenvolvimento precisam de uma versão específica que não têm a atenção das empresas farmacêuticas por causa da falta de compradores.

Caso um país em desenvolvimento concorde que precisa de uma droga que a indústria pode desenvolver, o fundo garantiria a compra delas assim que foram colocadas no mercado.

O lançamento do Compromisso de Avanço de Mercado (nome do projeto) será na próxima segunda-feira, em Roma, com diretores do Banco Mundial e ministros dos países-membros do G7 (o grupo dos países mais ricos do mundo).

Mortes

Doenças causadas pelos pneumococos (como pneumonia e meningite) são responsáveis pela morte de dois milhões de pessoas por ano, mas o alvo principal do projeto é desenvolver vacinas contra doenças como a malária, Aids e tuberculose.

“Quando você diz às pessoas que a pneumonia é uma das doenças infecciosas mais disseminadas no mundo, as pessoas não acreditam”, disse Orin Levine, um dos organizadores. “Mas é, e está no topo da lista, junto com a malária”.

Para Jeffrey Mecaskey, diretor da ONG Save the Children, o fundo providenciará novas vacinas e drogas que romperão o que ele chama de “divisão 10:90”. “Mais de 90% do investimento em novos medicamentos vai para doenças que afetam cerca de 10% das pessoas mais ricas”.

“Só que o esforço precisa ir além de só desenvolver e comprar drogas”, disse Mecaskey.

“Clínicas têm de ser construídas, médicos e enfermeiros treinados e dinheiro destinado para os tratamentos, fazendo com que as pessoas tenham como ir atrás de ajuda médica”, disse.