09 de fevereiro, 2007 - 02h13 GMT (00h13 Brasília)
O governo da Venezuela assinou nesta quinta-feira um acordo com a companhia americana AES que abre caminho para a nacionalização da maior empresa privada de eletricidade do país, a Electricidad de Caracas, EDC.
A AES vai vender a sua parcela de 82% da EDC ao governo do presidente Hugo Chávez por cerca de US$ 739 milhões.
O acordo faz parte do programa anunciado por Chávez no mês passado para nacionalizar empresas-chave nos setores petroleiro, de eletricidade e de telecomunicações.
"Nós acreditamos firmemente na Venezuela e na EDC como companhia", disse o presidente da AES, Paul Hanrahan, de acordo com a agência de notícias Reuters.
Hanrahan participou da cerimônia de assinatura do memorando para a venda da empresa elétrica no palácio presidencial em Caracas, ao lado do vice-presidente da Venezuela, Jorge Rodríguez, e do presidente da companhia estatal Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA), Rafael Ramírez.
Segundo a agência de notícias EFE, cerca de 100 mil venezuelanos têm 13% das ações da Electricidade de Caracas.
Ramírez disse que os acionistas minoritários da EDC terão a opção de manter as ações ou vendê-las.
As ações da EDC subiram na Bolsa de Valores de Caracas, registrando uma alta de 3,72% no fechamento do pregão, contrariando tendência de queda verificada logo depois do anúncio do programa de nacionalizações de Chávez em janeiro.