09 de fevereiro, 2007 - 20h26 GMT (18h26 Brasília)
Depois de violentos confrontos entre policiais israelenses e manifestantes palestinos, a situação em Jerusalém permanece tensa, segundo relatos.
Dezenas de pessoas ficaram feridas nesta sexta-feira quando a polícia tentou conter um protesto contra escavaões nas proximidades da mesquita de Al-Aqsa, uma das mais importantes do mundo islâmico.
Usando balas de borracha e bombas de efeito moral, a polícia dispersou os manifestantes. Forças de segurança israelense chegaram ao local para conter o tumulto.
A polícia israelense disse que 17 manifestantes e 15 policiais ficaram feridos.
Também foram relatados confrontos em outras partes da cidade.
Segundo o correspondente da BBC Tim Franks, a área da mesquita foi evacuada e isolada, mas em outros locais da cidade permanecem confrontos entre policiais e jovens palestinos.
Restauração
O local tem sido palco de tensão há dias, desde o início de obras de restauração que, segundo os manifestantes muçulmanos, colocariam em risco a estrutura da mesquita, que fica em um complexo sagrado para judeus e muçulmanos.
Israel, por sua vez, diz que as obras são necessárias para aumentar a segurança dos visitantes.
O complexo foi pivô do início da intifada (revolta palestina) em 2000, iniciada depois de uma polêmica visita do então líder da oposição israelense, Ariel Sharon, à mesquita.
O lugar onde está a mesquita de Al-Aqsa é sagrado para os muçulmanos não só pela mesquita mas também pelo Domo da Rocha, que é um dos pontos-chave no conflito do Oriente Médio.
O local em que fica o Domo também é venerado pelos judeus, por ser onde ficava um antigo templo, destruído pelos romanos por volta no século um.
O acesso à mesquita de Al-Aqsa agora é restrito a mulheres e a muçulmanos com mais de 45 anos, todos portadores de identificação expedida por Israel.