08 de fevereiro, 2007 - 04h58 GMT (02h58 Brasília)
Três oficiais militares dos Estados Unidos que supervisionavam fundos para a reconstrução do Iraque e dois civis foram acusados de corrupção em um tribunal americano.
O grupo é acusado de destinar pelo menos US$ 8 milhões para uma construtora dirigida por um empresário americano em troca de bens como carros e jóias.
Os oficiais - coronel da reserva Curtis Whiteford e tenentes-coronéis Debra
Harrison e Michael Wheeler - eram responsáveis por supervisionar a canalização de US$ 26 bilhões para projetos de reconstrução no Iraque.
O empresário, Michael Morris, seria supostamente o intermediário das transações, transferindo dinheiro e recebendo os presentes. Ele foi preso na Romênia, de onde os Estados Unidos esperam extraditá-lo.
O outro civil em julgamento é William Driver, marido de Harrison.
Segundo o correspondente da BBC em Washington, as acusações são um contrangimento político para o governo Bush, que é criticado por não localizar bilhões de dólares gastos no Iraque nos meses que se seguiram à invasão do país em março de 2003.
Autoridade Provisória
Supostamente o grupo realizou suas atividades por dois anos, a partir de dezembro de 2003, quando o Iraque era governado pela Autoridade Provisória da Coalizão, após a deposição de Saddam Hussein.
Em troca de contratos, o empresário Philip H Bloom supostamente deu ao grupo e a outros mais de US$ 1 milhão em dinheiro, veículos, jóias, computadores, passagens de avião, bebidas alcoólicas e promessas de emprego.
Driver é acusado de ajudar a contrabandear pelo menos US$ 10 mil para os Estados Unidos.
Na semana passada, o ex-intermediário do Pentágono Robert Stein foi condenado a nove anos de prisão após se declarar culpado por envolvimento no caso.
Bloom também se declarou culpado e aguarda sentença.