06 de fevereiro, 2007 - 01h37 GMT (23h37 Brasília)
A ex-miss Brasil Taiza Thomsen contatou a Polícia Federal em telefonema feito de Londres e disse que está bem e que não deseja ser encontrada nem mesmo por seus pais, revelou o delegado Marcos David Salem na noite desta segunda-feira.
Salem afirmou que o contato foi feito no sábado e, "segundo seu relato, ali permanece, não desejando ser incomodada por ninguém, não demonstrando estar coagida, sendo um direito seu manter-se isolada".
Mais cedo, o presidente da ONG Associação Brasileira no Reino Unido (Abras), Carlos Mellinger, disse à BBC Brasil que a brasileira teria sido vista no dia 23 de janeiro por uma pessoa que ligou para a entidade, após tê-la reconhecido em um cartaz distribuído pela ONG.
"Após distribuirmos alguns cartazes, recebemos uma ligação no sábado de uma pessoa que disse ter visto a Taiza em um estabelecimento 11 dias antes", afirmou Mellinger. "Segundo ela (a pessoa que ligou), Taiza estaria muito bem vestida, aparentando boa saúde, sem parecer nervosa."
Mellinger afirmou que o local onde Taiza teria sido vista não é um estabelecimento ligado à indústria do sexo.
Também nesta segunda, o dono de um clube de strip-tease londrino afirmou à BBC Brasil ter contatado a polícia dizendo que Taiza trabalhou como dançarina em sua boate por cerca de dois meses no ano passado.
Taiza ficou em segundo lugar no concurso Miss Brasil 2002, mas ganhou o título após a vencedora, Joseane Oliveira, admitir que era casada, o que é proibido pelo regulamento da competição.
No dia 25 de janeiro deste ano, a família da ex-miss anunciou que ela estava desaparecida.