05 de fevereiro, 2007 - 18h57 GMT (16h57 Brasília)
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, submeteu o orçamento de US$ 2,9 trilhões (R$ 6,38 trilhões) ao Congresso americano incluindo quase US$ 700 bilhões (R$ 1,5 trilhão) em novos gastos militares.
Grande parte do dinheiro está destinada para os confrontos no Iraque e no Afeganistão.
O orçamento de 2008 também estabelece planos para diminuir os gastos internos, incluindo US$ 66 bilhões de economia nos próximos cinco anos no programa de saúde Medicare - um plano voltado para 43 milhões de idosos e portadores de deficiência.
Este é a primeira proposta de orçamento apresentada por Bush ao Congresso dominado por democratas, que têm criticado as políticas fiscais do presidente.
'Fórmula'
Se o Congresso aprovar a proposta, os Estados Unidos terão gasto US$ 661,9 bilhões nos confrontos no Afeganistão e Iraque desde o início da guerra, segundo o governo.
Outra área onde o governo pretende gastar é energia - com US$ 168 milhões a serem gastos no aumento de estoques estratégicos de petróleo cru.
Além dos cortes no Medicare, Bush propôs reduzir os gastos no orçamento em US$ 12 bilhões diminuindo o número de beneficiados pelo Medicaid - o programa de saúde que atende crianças e pessoas pobres.
"Minha fórmula para um orçamento equilibrado reflete as prioridades do nosso país neste momento de sua história, proteger a nação e lutar contra o terrorismo, manter a economia forte com impostos baixos e manter os gastos sob controle", disse Bush em uma declaração.
Debate
Bush prevê um déficit de US$ 244 bilhões no ano fiscal a partir de 1º de outubro deste ano e disse que o país poderá atingir o superávit em 2012.
O presidente do Comitê de Orçamento do Senado americano, Kent Conrad, democrata, está cético quanto às projeções do governo.
"O orçamento do presidente está cheio de dívidas e enganos, sem ligação com a realidade e continua levando os Estados Unidos na direção errada", disse.
"Este governo tem o pior histórico fiscal e este orçamento não faz nada para mudar isto."
Agora que o orçamento foi apresentado, a proposta será debatida pelo Congresso e deve passar por várias mudanças.
O orçamento Federal cobre os gastos a partir de 1º de outubro de 2008, mas durante muitos anos o Congresso não conseguiu chegar a um acordo antes da data prevista.