05 de fevereiro, 2007 - 23h10 GMT (21h10 Brasília)
Uma mulher que matou o gato de propriedade de seu namorado em uma máquina de lavar roupas recebeu uma sentença de quatro meses de prisão - que foi suspensa por dois anos.
Diane Hannon, de 42 anos, da cidade de Conwy, no País de Gales, admitiu ter causado sofrimento desnecessário e tratamento cruel ao gato Paws, de seis anos de idade. O gato também era surdo.
O juiz distrital que cuidou do caso, Andrew Shaw, condenou Hannon a quatro meses de prisão, mas suspendeu a sentença por dois anos.
Paws sofreu ataque cardíaco, queimaduras graves e perda de pêlo.
Hannon - que sofre de depressão - estava tomando conta do gato de Duncan Carthy quando o casal teve uma discussão.
A promotoria afirmou que Hannon e Carthy iniciaram a discussão por causa da ex-mulher e do filho dele, enquanto ele estava visitando o filho em julho de 2006.
Durante o julgamento, ocorrido em dezembro de 2006, foi afirmado que Carthy pensou que Hannon estava brincando quando ele perguntou se o gato estava bem e ela disse que tinha matado o gato.
"Duncan Carthy ligou para Hannon e perguntou se o gato estava bem e ela respondeu: 'Eu odeio você. Não, eu matei (o gato)'. (...) No domingo, às 15h30, quando ele voltou para seu apartamento não havia ninguém por lá e ele não encontrou o gato", disse Glen Murphy, que está processando Hannon em nome da entidade britânica protetora de animais RSPCA.
Relatório psiquiátrico
Quando interrogada pela polícia Hannon falou que, apesar de ter colocado o gato na máquina de lavar visando machucar o animal, ela não sabia que Paws poderia morrer.
A divulgação da sentença foi adiada até esta segunda-feira, quando um relatório psiquiátrico a respeito de Hannon foi pedido.
Shaw afirmou que este foi o pior caso de crueldade contra animais que ele teve que julgar.
Hannon foi proibida de manter um animal de estimação para o resto de sua vida além de ter que pagar os custos do processo, de 300 libras (cerca de R$ 1,2 mil).