01 de fevereiro, 2007 - 13h42 GMT (11h42 Brasília)
Testes clínicos de um novo medicamento que visa evitar que mulheres sejam contaminadas pelo vírus da Aids foram paralisados.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que o remédio - que envolve um gel contendo uma substância que elimina micróbios - não ajudou as mulheres que participaram dos testes e até fez com que estas ficassem mais vulneráveis.
Os testes foram realizados e mais de 1,3 mil mulheres na África do Sul, Benin, Uganda e Índia.
A OMS e a agência de combate à Aids da ONU afirmaram que ainda não se sabe a razão de o produto não ter funcionado.
Um teste parecido ocorrido na Nigéria também foi paralisado, mas os testes de outras três substâncias que eliminam micróbios continuam.
O gel de sulfato de celulose, cuja base é alga marinha e é fabricado pela companhia canadense Polydex Pharmaceutical, teria que liberar um ingrediente ativo que mataria o vírus HIV, causador da Aids, durante relações sexuais.
"Este é um empecilho inesperado na busca por uma substância que elimine micróbios de forma eficaz e que possa ser usada por mulheres, para sua proteção contra a infecção pelo HIV", disseram a OMS e a Unaids em uma declaração conjunta.
O coordenador do estudo, Tim Farley, teria dito à agência de notícias AFP que cerca de 30 mulheres contraíram o HIV desde que o teste clínico começou em 2005.
Cientistas esperavam que o gel pudesse ter um grande impacto na luta contra a Aids, especialmente na África, onde mulheres são as que mais sofrem com a doença.
Métodos alternativos aos preservativos estão sendo desenvolvidos, pois, freqüentemente, é difícil para as mulheres insistirem com seus parceiros no uso de camisinha durante relações sexuais.