31 de janeiro, 2007 - 17h16 GMT (15h16 Brasília)
O Congresso venezuelano realizou nesta quarta-feira uma sessão extraordinária na praça principal da capital, Caracas, na qual aprovou poderes extraordinários para o presidente Hugo Chávez, que agora poderá governar por decreto nos próximos 18 meses.
Os novos poderes especiais de Chávez abrangem 11 áreas, incluindo o setor de eletricidade e o das telecomunicações, que o presidente já disse pretender nacionalizar.
Chávez havia dito que pretende apressar o que chama de “revolução socialista do século 21”, mas críticos dizem que a medida seria um abuso de poder.
Ele deve nacionalizar ainda os setores de petróleo e gás. Não está claro se as empresas estrangeiras que operam atualmente nestas áreas seriam indenizadas.
Estados Unidos
Chávez tem o apoio do Congresso, já que a oposição boicotou as eleições de 2005.
Depois da vitória nas eleições presidenciais de 2006, Chávez anunciou a intenção de implementar um projeto socialista. No dia oito de janeiro, ele anunciou que pretendia nacionalizar os setores de energia e telecomunicações.
Esta semana, os Estados Unidos voltaram a criticar o governo de Chavez.
O vice-secretário de Defesa americano, John Negroponte, disse que o presidente venezuelano "está tentando exportar o seu modo de populismo radical e acredito que seu comportamento esteja ameaçando as democracias na região"