30 de janeiro, 2007 - 06h12 GMT (04h12 Brasília)
O presidente da Bolívia, Evo Morales, nomeou nesta segunda-feira o novo presidente da estatal petrolífera Yacimentos Petroliferos Fiscales Bolivianos (YPFB).
Manuel Morales de Oliveira, ex-assessor da empresa, assumiu o comando no lugar de Juan Carlos Ortiz, que renunciou na última sexta-feira devido a diferenças com o governo de Evo Morales a respeito da nacionalização da indústria energética do país.
Oliveira é o terceiro presidente da YPFB desde o início do governo de Evo Morales, há pouco mais de um ano.
Antes de Ortiz, Jorge Alvarado já havia renunciado à presidência da estatal em meio a um escândalo por supostas irregularidades em um contrato de exportação de petróleo para o Brasil.
Nacionalização
Em maio do ano passado, Evo Morales anunciou a nacionalização da indústria energética da Bolívia como parte da política de dar ao Estado maior controle sobre os recursos naturais do país.
Com a nacionalização dos hidrocarbonetos, as multinacionais que atuavam na Bolívia (entre elas a Petrobras) tiveram de renegociar seus contratos de prospecção, exploração e comercialização.
Ainda nesta segunda-feira, manifestantes no sudeste da Bolívia começaram um bloqueio à única estrada que liga o país à Argentina e ao Paraguai, exigindo que o governo aumente o controle sobre as indústrias de petróleo e gás nacionalizadas.
Os protestos foram organizados pelo Comitê Cívico de Camiri, cidade que já foi conhecida como capital petrolífera do país. Manifestantes dizem que Morales não foi firme o suficiente nos seus planos de nacionalização do gás.
Eles protestam contra o fato de o governo ter renegociado muitos contratos com empresas estrangeiras, em vez de se apropriar completamente das operações.