30 de janeiro, 2007 - 22h44 GMT (20h44 Brasília)
O indicado pelo presidente americano, George W. Bush, para comandar as forças dos Estados Unidos no Oriente Médio, almirante William Fallon, pediu uma “nova e diferente” abordagem para o Iraque.
Fallon disse, em audiência no Senado americano, que “o tempo é curto” para que os americanos dêem uma guinada no Iraque.
Seus comentários foram feitos em um dia cheio de violência no Iraque. Cerca de 40 pessoas morreram em diferentes ataques com bombas e morteiros pelo país no dia em que muçulmanos xiitas celebravam o festival de Ashura.
No pior ataque, um homem-bomba matou 19 pessoas em Baladruz, ao nordeste de Bagdá. Em Khanaqin, na mesma região, outras 11 foram mortas em um ataque.
Em Bagdá, no distrito sunita de Adhamiyah, pelo menos dez morreram, vítimas de morteiros. No total, mais de cem pessoas ficaram feridas em todo o país.
‘Algo diferente’
Em Washington, Fallon disse à Comissão de Serviços Armados do Senado que a estratégia americana no Iraque “não está funcionando”.
“Acredito que a situação no Iraque pode ser revertida, mas o tempo é curto”, disse.
“O que temos feito não é trabalhar. O que precisamos começar a fazer, me parece, é algo diferente.”
Fallon, que atualmente lidera os militares americanos na região do Pacífico, pode se tornar o primeiro oficial da Marinha americana a chefiar o Comando Central (ou Centcom, em inglês).
Ele está substituindo o general John Abizaid, que está se aposentando do Centcom depois de quatro anos. No comando das tropas americanas no Iraque, está o general David Petraeus.
Caso seja confirmado no cargo, Fallon terá de supervisionar o envio de mais 20 mil soldados americanos para o Iraque.
“Não há nenhuma garantia, mas você pode contar com o meu melhor empenho”, disse Fallon.
“Precisamos de valores honestos, e isso vocês terão de mim.”
De acordo com o correspondente da BBC em Washington, James Coomarasamy, os comentários do almirante refletem o tom mais sóbrio, porém realista, que está sendo adotado pela Casa Branca.