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26 de janeiro, 2007 - 20h10 GMT (18h10 Brasília)

Bush descarta rever plano para o Iraque

O presidente americano, George W. Bush, disse nesta sexta-feira que não vai repensar os seus planos para o Iraque.

Sob pressão da oposição democrata, que é contra a sua decisão de enviar mais tropas ao país, e de parte do seu próprio partido, Bush afirmou que é ele quem toma as decisões e cobrou dos seus críticos a apresentação de uma alternativa.

"Eu escolhi o plano que penso ter mais chances de sucesso", disse Bush, que, como presidente, também é comandante-em-chefe das Forças Armadas americanas.

Falando durante um encontro com assessores militares na Casa Branca, ele disse que "alguns" estavam condenando o plano antes mesmo de ele ter uma chance de funcionar.

"Eles têm uma obrigação e uma responsabilidade séria, portanto, de apresentar um plano que poderia funcionar."

Leia também: Senado dos EUA aprova novo comandante no Iraque

Pelosi

As declarações de Bush foram feitas no mesmo dia em que a presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nanci Pelosi, fez uma visita de surpresa ao Iraque.

A democrata, uma das mais declaradas críticas da estratégia do governo do presidente George W. Bush para o Iraque, teve uma reunião com o primeiro-ministro iraquiano, Nouri Al-Maliki.

Na reunião, Pelosi teria expressado apoio à idéia de que forças americanas transfiram às iraquianas a responsabilidade pela segurança.

Nas últimas semanas, Pelosi liderou o movimento da oposição americana contra o plano de Bush de enviar 20 mil soldados adicionais para o Iraque.

Milhares de soldados americanos já começaram a chegar em Bagdá como parte do plano.

A capital do Iraque teve mais um dia de violência nesta sexta-feira, com um ataque a bomba em um mercado de animais que deixou pelo menos 15 pessoas mortas e 35 feridas.

A explosão destruiu o mercado Ghazil, no centro da cidade, onde são vendidos animais exóticos, como cobras e papagaios, além de animais domésticos, como cachorros, gatos e pássaros.

Ainda nesta sexta-feira, Bush defendeu a intensificação das ações das forças americanas contra iranianos que supostamente estariam alimentando a violência no Iraque.

O presidente rejeitou, entretanto, sugestões de que Washington estaria planejando um ataque contra o Irã.