26 de janeiro, 2007 - 05h25 GMT (03h25 Brasília)
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse nesta quinta-feira que o embaixador americano no país, William Brownfield, poderá ser expulso por seus comentários a respeito das políticas do governo venezuelano.
"Se ele continuar se intrometendo em assuntos internos da Venezuela (...), poderá ser declarado persona non grata e terá de deixaro o país", disse Chávez.
Em uma entrevista de rádio, o embaixador americano afirmou que as nacionalizações de companhias privadas previstas pelo governo venezuelano deveriam ser feitas de maneira "transparente e legal".
Ao comentar a intenção de Chávez de não renovar a licença da emissora RCTV, Brownfield também disse que os governos eram "obrigados a seguir as convenções internacionais respeitando a liberdade de expressão".
Preço justo
Brownfield afirmou que companhias e investidores americanos devem receber "um preço justo" por suas ações na maior empresa de telefonia da Venezuela, a CANTV, quando esta for nacionalizada.
"Todo governo no mundo é obrigado a conduzir nacionalizações de uma maneira legal e transparente e oferecer compensação justa e imediata", afirmou o embaixador, segundo a imprensa venezuelana.
Depois de tomar posse, Chávez anunciou que pretende nacionalizar alguns setores estratégicos do país, o que incluiria a exploração em campos de petróleo e empresas do setor energético e de telecomunicações.
O governo americano já manifestou sua preocupação com o plano de Chávez. Empresas americanas têm ações em companhias dos dois setores na Venezuela.