26 de janeiro, 2007 - 10h37 GMT (08h37 Brasília)
O toque de recolher instituído durante a noite em Beirute, capital do Líbano, foi suspenso.
O Exército libanês impôs o toque de recolher na noite de quinta-feira depois que violentos choques entre partidários e opositores do governo deixaram pelo menos quatro mortos e 150 feridos.
Os choques nas ruas da capital - que marcaram o terceiro dia consecutivo de violência - foram reprimidos quando soldados do Exército começaram a disparar para o alto.
A violência ofuscou a conferência internacional, em Paris, para arrecadar fundos para a reconstrução do Líbano depois do conflito de 2006, que conseguiu arrecadar US$ 7,6 bilhões.
Universidade
Os confrontos desta quinta-feira começaram na Universidade Árabe de Beirute, no sul da cidade, envolvendo estudantes rivais - sunitas, que apóiam o governo e xiitas opositores - armados com pistolas, bastões e pedras.
A violência acabou se estendendo para outras partes da capital. Carros e pneus foram incendiados e o Exército foi chamada para dispersar as multidões.
Imagens de televisão mostraram jovens nas ruas, portando armas improvisadas e destruindo carros.
Quando os choques ficaram mais intensos, partidários do Hezbollah, xiitas, pediram por ajuda e a vizinhança sunita também.
Os choques ocorrem dois dias após uma greve convocada pelo grupo Hezbollah, que também resultou em confrontos em que três pessoas morreram.
O Hezbollah, que é apoiado pela Síria e pelo Irã, vem organizando vários protestos desde dezembro para tentar aumentar seu poder no governo, de forma que o grupo passe a ter direito a veto nas decisões.
Os manifestantes de oposição consideram o governo do primeiro-ministro Fuad Siniora muito próximo do Ocidente e o acusam de prejudicar o Líbano.