25 de janeiro, 2007 - 05h54 GMT (03h54 Brasília)
Um funcionário do governo americano confirmou nesta quarta-feira que os Estados Unidos lançaram um novo ataque aéreo no sul da Somália na segunda-feira.
O funcionário, que não quis ser identificado, falou ao jornal The Washington Post e não deu detalhes sobre o ataque, que teria sido realizado por um bombardeiro Air Force AC-130.
Segundo um porta-voz do Pentágono, os americanos vão continuar sua guerra contra o terror e perseguir os líderes da Al-Qaeda onde quer que estes estejam.
O funcionário disse que o ataque de segunda-feira foi realizado em cooperação com as forças da Etiópia. Tropas etíopes estão na Somália desde dezembro e ajudaram o governo de transição a expulsar as milícias islâmicas que controlavam a maior parte do país.
Al-Qaeda
No início do mês, um bombardeiro Air Force AC-130 já havia lançado um ataque à mesma área, contra supostos líderes da Al-Qaeda. Há informações de que pelo menos 20 pessoas morreram naquele ataque, mas não há confirmação de que membros da Al-Qaeda estejam entre os mortos.
Os Estados Unidos dizem que líderes da rede Al-Qaeda ligados aos atentados contra embaixadas americanas no leste da África em 1998 estão escondidos na Somália.
O governo americano, assim como o governo etíope, acusa a União das Cortes Islâmicas (UCI), grupo que controlou a maior parte da Somália por seis meses até ser expulso no mês passado, de ligações com a Al-Qaeda. Essas acusações são negadas pelos líderes da UCI.
Força de Paz
Nesta quarta-feira, a Nigéria concordou em enviar até mil soldados para integrar uma força de paz coordenada pela União Africana para ajudar a estabilizar o governo de transição da Somália depois que as tropas da Etiópia se retirarem.
A União Africana pretende enviar um total de 8 mil soldados à Somália.
Até agora, Malaui e Uganda também já se comprometeram a colaborar com a missão de paz.