22 de janeiro, 2007 - 18h09 GMT (16h09 Brasília)
Cinqüenta e seis pessoas começaram a ser julgadas em Paris nesta segunda-feira sob a acusação de participarem de uma rede de tráfico de bebês da Bulgária, que eram vendidos para ciganos franceses.
A polícia acredita que, entre 2001 e 2005, pelo menos 22 crianças foram compradas na França por casais ciganos que não podem ter filhos. A lei francesa impede que casais sem moradia fixa possam adotar.
Eles pagaram até US$ 10 mil por criança. As mães – na maioria prostitutas búlgaras – eram levadas à França para que dar à luz.
A pena, caso os réus sejam condenados, pode ser de multa ou detenção. Onze dos réus são acusados de participar das operações que trouxeram as mães para a França e, nesses casos, a pena máxima é de 11 anos de prisão.
"Critérios rígidos"
Outros 41 são acusados de comprar crianças, podendo pegar, no máximo, três anos de cadeia. Duas mães búlgaras e dois suspeitos de cafetinagem também estão sendo julgados.
O advogado David-Olivier Kaminski, que representa três dos casais, disse à agência de notícias France Presse que os casais não tiveram alternativas diante da lei francesa, que dificulta a vida dos ciganos.
“Eles são cidadãos franceses, ciganos, desesperados para terem filhos, mas que não têm chance de cumprir esses critérios rígidos de adoção”, disse Kaminski.