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16 de janeiro, 2007 - 14h25 GMT (12h25 Brasília)

Secretário de Defesa dos EUA faz 1ª visita ao Afeganistão

O seceretário de Defesa americano, Robert Gates, está em Cabul, capital do Afeganistão, para se discutir, com o presidente afegão Hamid Karzai e outras autoridades do país , formas de combater a crescente ameaça de ressurgimento dos combatentes do Talebã.

Gates foi ao Afeganistão passando por Bruxelas, onde conversou sobre a situação do país com líderes da Otan. Ele disse aos jornalistas que derrotar o Talebã é "prioritário".

Os confrontos retornaram ao Afeganistão em 2006 com níveis de violência que não eram vistos desde a queda do Talebã em 2001, com as províncias do sul do país - Helmand e Kandahar - e áreas no leste do país sendo as mais atingidas.

Cerca de quatro mil pessoas teriam morrido em 2006 durante a insurgência. Cerca de um quarto deste número são civis.

Ofensiva

Esta é a primeira visita de Gates ao Afeganistão desde que assumiu o posto em dezembro de 2006.

Além do presidente Karzai ele vai se reunir com o general Karl Eikenberry, o mais importante comandante militar americano no Afeganistão, e com o general David Richards, comandante das forças da Otan, formadas por 33 mil soldados.

O general Eikenberry voltou a enfatizar a preocupação dos Estados Unidos a respeito de como o Talebã pode estar operando a partir do Paquistão.

"O inimigo usa dos dois lados da fronteira, eles usam o Paquistão também para comandar e controlar. E eles têm líderes importantes dos dois lados (da fronteira)", disse a jornalistas segundo a agência de notícias Reuters.

O correspondente da BBC em Cabul, Dan Isaacs, disse que Gates fará uma avaliação da extensão da ameaça dos militantes e da capacidade das forças internacionais no Afeganistão de conter uma esperada ofensiva do Talebã.

Com mais soldados americanos sendo enviados ao Iraque, é pouco provável que, atualmente, o Afeganistão vá receber outro aumento das tropas americanas, segundo Isaacs.

Dos 20 mil soldados americanos no Afeganistão cerca de metade operam sob a Otan.

O resto está sob comando independente dos Estados Unidos, principalmente com a tarefa de encontrar militantes do Talebã e da Al-Qaeda operando na remota região de fronteira, entre o Afeganistão e o Paquistão.