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12 de janeiro, 2007 - 00h42 GMT (22h42 Brasília)

Juiz argentino pede prisão de Isabelita Perón

Um juiz federal da Argentina determinou nesta quinta-feira a prisão da ex-presidente Maria Estela Martinez de Perón, conhecida como Isabelita Perón.

Segundo o juiz Raul Acosta, Isabelita deve ser interrogada por sua conexão com o desaparecimento do militante de esquerda Hector Aldo Fagetti Gallego em fevereiro de 1976, um mês antes de deixar a Presidência.

A ex-presidente também deverá responder sobre três decretos que assinou permitindo que as Forças Armadas agissem contra qualquer "elemento subversivo".

A ordem de prisão foi expedida por meio da Interpol, a polícia internacional, já que Isabelita vive atualmente na Espanha.

Repressão

Isabelita foi a terceira mulher do presidente Juan Domingo Perón.

Ela governou a Argentina depois da morte de Perón, em 1974, até março de 1976, quando foi deposta por um golpe militar comandado pelo general Jorge Rafael Videla.

Durante seu governo, a Aliança Anticomunista Argentina, também conhecida como Triplo A, perseguiu e matou opositores do governo.

Segundo grupos internacionais de direitos humanos, esquadrões da morte mataram aproximadamente 1,5 mil opositores do governo entre 1973 e 1974.

No final de dezembro, a polícia da Espanha prendeu Rodolfo Almirón, que teria sido um dos líderes do grupo paramilitar.