12 de janeiro, 2007 - 08h18 GMT (06h18 Brasília)
Um foguete foi lançado contra a Embaixada dos Estados Unidos no centro da capital da Grécia, Atenas, nesta sexta-feira.
O foguete, lançado a partir da rua contra a fachada do prédio, causou poucos danos e ninguém ficou ferido.
O representante dos Estados Unidos condenou o que considerou "um ataque muito sério". A polícia isolou a área.
O ministro para a Ordem Pública da Grécia, Vyron Polydoras, disse que é "muito provável" que um grupo doméstico esteja por trás do ataque.
Segundo ele, a polícia está investigando alegações de que um grupo radical de esquerda, Luta Revolucionária, seja responsável pelo atentado.
A polícia disse que o foguete foi lançado contra a águia que figura no emblema americano na frente da Embaixada.
Ele caiu em um banheiro no terceiro andar do prédio, onde fica o gabinete do embaixador Charles Ries.
"A Embaixada foi atacada em um ato de violência sem sentido", disse Ries, que afirmou que a confiabilidade de qualquer reivindicação de responsabilidade pelo caso terá que ser verificada.
Grupos esquerdistas
A Embaixada dos Estados Unidos é um dos prédios mais fortificados e guardados da região e freqüentemente é alvo de protestos num país onde existem sentimentos antiamericanos, disse o correspondente da BBC em Atenas, Malcolm Brabant.
Em fevereiro de 1996, o prédio sofreu pequenos danos quando pessoas não-identificadas - supostamente radicais de esquerda - lançaram um foguete contra ele.
No passado, o grupo de extrema-esquerda 17 de Novembro, hoje dissolvido e cujos líderes foram presos em 2003, atacou alvos gregos, americanos e outras instalações de estrangeiros, matando mais de 20 pessoas.
O grupo Luta Revolucionária, que surgiu depois que o 17 de Novembro se desintegrou, é visto por peritos em segurança como a organização terrorista mais ativa da Grécia, afirma Brabant.
Ele tem, de maneira geral, as mesmas propostas esquerdistas, de anarquia anticapitalista, do 17 de Novembro, e se opõe vigorosamente à intervenção dos Estados Unidos no Iraque e no Afeganistão, assim como às políticas sociais e econômicas do governo conservador grego.
O grupo realizou vários atentados nos últimos anos.