11 de janeiro, 2007 - 22h32 GMT (20h32 Brasília)
Ativistas antiguerra fizeram uma demonstração nesta quinta-feira em Cuba próximo à prisão americana em Guantánamo pedindo o fechamento do local.
Entre os 12 ativistas, estava um ex-preso de Guantánamo e parentes de outro prisioneiro. O protesto marca o quinto aniversário da primeira leva de prisões em função da “guerra contra o terror”, no Afeganistão.
A prisão foi montada na base americana em Cuba depois da invasão do Afeganistão, em 2001, para interrogar soldados inimigos.
O tratamento dado a 400 prisioneiros e o futuro legal incerto deles atraíram protestos internacionais contra os Estados Unidos.
Fronteira com Cuba
Os ativistas foram até o limite da zona militar cubana, que faz fronteira com a base americana. Autoridades cubanas não permitiram que eles passassem do limite.
Os manifestantes se disseram contentes com o fato de terem chegado tão perto da prisão.
Eles montaram uma vigília e pediram que o resto do mundo pressione os Estados Unidos para fechar o local.
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, repetiu os apelos de seu antecessor, Kofi Annan, pelo fechamento do local.
A organização de direitos humanos Human Rights Watch também pediu o fechamento.
“Já passou em muito o tempo para que se leve a julgamento ou se liberte os presos que continuam lá”, afirmou a organização em uma nota.
Torturante
Entre os manifestantes estavam a ativista americana Cindy Sheehan, o ex-prisioneiro Asif Iqbal e a mãe do preso Omar Deghayes, Zohra Zewawi.
Zewawi disse que a dor de estar tão perto do seu filho sem poder vê-lo foi torturante.
Iqbal, que passou dois anos e meio em Guantánamo antes de ser libertado sem acusações, disse que seus “irmãos” dentro da base não devem nunca perder as esperanças.
Espera-se que nos próximos meses, cerca de 75 presos de Guantánamo sejam levados a julgamento.
Os outros estão detidos sem chance de julgamento na base naval americana, que fica fora da jurisdição do sistema legal americano.
A administração do presidente americano, George W. Bush, tem dito que a prisão é uma ferramenta vital para a “guerra contra o terror”.
Outros protestos contra Guantánamo foram realizados em Roma, Londres, Tóquio e Nova York.